Recentemente, estamos tendo alguns problemas de performance. Um exemplo disso são os erros 502 e uma certa lentidão na performance do server… E isso não é nada engraçado. A missão de consertar esses erros nos trouxe a esse post, que esperamos que haja como uma fonte de motivação e guia para esse tópico tão importante: A versão do PHP do servidor do seu site WordPress.

Especificamente, por que você precisa usar a versão mais recente, e como você pode fazer isso acontecer.

Chamativo não é mesmo? Todo mundo ama uma boa noite de conversa sobre versões de PHP com seus amigos. Mas apesar de não ser o mais intrigante dos tópicos, é super importante para seu site WordPress.

Nesse post, explicarei:

  • Por que as versões do PHP são importantes
  • Por que você não deve usar versões mais antigas do PHP (mesmo se a maioria dos sites WordPress usam).

Então, vou compartilhar algumas dicas para você aprimorar a versão do PHP de seu site WordPress baseado na minha própria experiência.

O que são as versões do PHP e por que elas importam?

Vamos começar do início…

Isso é bem simples pois eu não sou um desenvolvedor. Mas aqui está um resumo:

A princípio você precisa entender que o WordPress é escrito em uma linguagem de script chamada PHP. Quando alguém visita seu site, o código PHP no seu server é executado e cria a HTML/CSS do seu site para entregar ao visitante (observação – os plugins de cache de página funcionam armazenando o produto final HTML estático desse processo)

Então, quando se trata de um site WordPress, o PHP é o que faz tudo funcionar. Mas tem uma coisa:

Não há um “PHP” único.

Assim como o WordPress tem versões diferentes – 4.9, 5.0, 5.1, etc. – PHP também tem versões diferentes. E enquanto todas as diferentes versões PHP funcionam similarmente num nível básico, tem diferenças significativas quando falamos de performance e segurança (e os recursos/syntax estão disponíveis para os desenvolvedores)

Se você está seguindo as práticas recomendadas do WordPress, você nem sonharia em usar uma versão antiga do WordPress. Isso pois quando falamos de versões do PHP, a maioria dos usuários não estão usando as versões mais recentes… ou até algo perto das últimas versões.

Pelo tempo que eu estou escrevendo esse post, a versão mais recente é o PHP 7.3.

Todavia, de acordo com as estatísticas do WordPress.org, 34% dos sites WordPress está usando a versão PHP 5.6, que é 4 vezes mais antiga que a atual.

php

Não existe um PHP 6, mas as últimas versões foram:

  • 5.6
  • 7.0
  • 7.1
  • 7.2
  • 7.3

Isso significa que o PHP 5.6 é quatro versões mais antiga! Isso é como usar o WordPress 4.6 invés do WordPress 5.0!

Além disso, uma parte considerável (20%) dos sites WordPress estão usando versões ainda mais antigas que a 5.6. Em março de 2019, O WordPress em si não suporta nada no PHP 5.6, e isso pode se tornar um grande problema.

Porque é ruim usar uma versão desatualizada do PHP?

A próxima questão é – porque é ruim que tanta gente use uma versão antiga do PHP?

Primeiramente, tem uma diferença gigantesca de performance entre a versão 5.6 e a versão 7.1+.

De acordo com as estatísticas do Kinsta, o PHP 7+ processa mais que o dobro do número de pedidos por segundo que o PHP 5.6 faz:

php

Isso por si só é um grande motivo para incentivar uma atualização para uma versão mais recente.

Mas além disso, versões mais antigas do PHP também não recebem mais atualizações, inclusive correções de segurança. O PHP 5.6 – e até o 7.0 – não recebem mais suporte ativo de segurança. Ou seja, o PHP 5.6 e o PHP 7.0 chegaram ao fim de suas vidas.

De acordo com o website The PHP Groups, isso significa:

“Uma versão que não é mais suportada. Os usuários desta versão devem atualizar o mais rápido possível, pois podem estar expostos a vulnerabilidades de segurança não corrigidas.”

Além disso, não são todos os temas e plugins que vão suportar versões antigas do PHP. A maioria dos desenvolvedores odeiam ter que colocar suporte para versões desatualizadas do PHP. Logo, caso use versões antigas, pode ser que alguns plugins e temas importantes para você não funcionam direito ou não funcionem no geral.

Por causa desses problemas, o time do WordPress tem tentado convencer as pessoas para atualizar suas versões PHP. Por exemplo, se você usar o WordPress 5.1, você vai ver um aviso como esse no seu dashboard se usa uma versão mais antiga que a 5.6:

php

 

Além disso, você não poderá mais instalar plug-ins ou temas que não suportam sua versão do PHP ao acessar Plugins → Adicionar novo.

Como atualizar seu WordPress para PHP 7

Agora vamos para a parte importante – como realmente atualizar seu site/server WordPress para a versão mais recente do PHP.

Primeiro – as boas notícias. Caso você use uma boa hospedagem, o processo para atualizar a versão para uma mais recente vai ser super simples. Normalmente, você devia pegar uma opção em seu dashboard de hospedagem que deixa você escolher a versão sem ter um conhecimento aprofundado.

Por exemplo, no SiteGroud, atualizar a versão do PGP é super simples, confira:

php

No entanto, mudar sua versão do PHP pode “quebrar” coisas, então você também precisa tomar algumas outras providências para garantir que você saia ileso.

Aqui eu explico o que eu fiz para garantir uma boa transição pelo PHP 5.6 para o 7.1

1. Cheque por qualquer erro de compatibilidade com plugins e temas

Enquanto o WordPress é garantido funcionar com a versão 7+. isso não significa que todos seus temas e plugins vão.

Agora, qualquer desenvolvedor de qualidade deve ter garantido a um tempo que seus plugins e temas são compatíveis, mas para verificar novamente se esse é o caso do seu site, você deve usar uma ferramenta de verificador de compatibilidade do PHP.

O SG Optimizer plugin inclui um verificador de compatibilidade como parte de seus recursos, e o WP Engine também oferece um plugin para essa questão.

Você pode fazer testes na aba “Environment Optimization” no SG Optimizer.

php

E é assim que o plugin do WP Engine se parece:

php

2. Use um site de teste e teste cuidadosamente

Assim que você checou por qualquer problema de compatibilidade, use um site de teste num servidor com PHP 7.1+.

Isso vai te possibilitar fazer um teste no seu site num ambiente real e assim achar quaisquer os problemas antes de você fazer isso na versão oficial do seu site.

Existem diferentes maneiras de criar um site teste no WordPress:

Seu host – muitos dos serviços de hospedagem WordPress oferecem testes funcionais e incluem uma opção de usar diferentes versões no site teste.

WP Stagecoach – o serviço/plugin permite você criar um site de teste independente do ambiente.

Método manual – você também pode simplesmente migrar um site para outro manualmente. Consome seu tempo, mas é grátis!

3. Faça um backup antes de fazer a mudança

Assim que você acabar com os testes, você está pronto para fazer a mudança e aprimorar seu website.

Todavia, antes de fazer isso, certifique-se de fazer um backup geral de tudo. Assim você tem um backup recente caso algo ruim aconteça.

4. Teste seu site oficial cuidadosamente (de novo)

Assim que você atualizou a versão no seu site oficial, faça outro teste para ter certeza de que não acontecerá erros.

Tome uma atenção especial a coisas que você pode não ter notado quando usou seu site teste, como os emails transacionais que seu site WordPress envia ou outras ações nos bastidores.

Últimas considerações

Atualizando seu site WordPress para versões mais recentes é necessário. As versões mais recentes do PHP são mais rápidas, mais seguras e garantem que seu site continuará aproveitando os plug-ins e os temas mais recentes.

Caso você ainda não fez isso, pegue um pouco do seu tempo e faça testes, pra então atualizar a versão:

  • Cheque os erros de compatibilidade usando o SG Optimizer ou o plugin WP Engine.
  • Teste em seu site teste
  • Faça backups antes de fazer as mudanças no seu site oficial
  • Teste cuidadosamente em seu site oficial mais uma vez

Tem alguma questão sobre como atualizar para a versão 7.1+? Pergunte abaixo na seção de comentários!

Avaliação gratuita de marketing!

Carmen Dominguez

Analista de Sistemas formada pela PUC-RS. Trabalha com desenvolvimento de sistemas Web há mais de 20 anos. Especialista em marketing digital e as diversas técnicas de inbound marketing. Na Máquina de Resultados desempenha a função de Gerente de Produção no comando da nossa equipe campeã. Sócia da Máquina de Resultados | Agência de Marketing Digital